Lilypie Fourth Birthday tickers

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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

quando já não tinha espaço, pequena fui
onde a vida me cabia apertada
em um canto qualquer, acomodei 
minha dança, os meu traços de chuva
e o que é estar em paz
pra ser minha 
e assim ser tua
quando já não procurava mais
pude enfim nos olhos teus, vestidos d'água
me atirar tranquila daqui
lavar os degraus, os sonhos e as calçadas
e, assim, no teu corpo eu fui chuva
jeito bom de se encontrar
e, assim, no teu gosto eu fui chuva
jeito bom de se deixar viver
nada do que fui me veste agora
sou toda gota, que escorre livre pelo rosto
e só sossega quando encontra a sua boca
e mesmo que em ti me perca
nunca mais serei aquela que se fez seca
vendo a vida passar pela janela

quinta-feira, 2 de junho de 2011

E você nem me pediu se podia vir.
Se eu queria.
Se eu seria capaz.
Você decidiu vir.
E me escolheu como sua mãe.
E eu, me decidi ser sua mãe, a melhor que eu podia ser.
Mas, confesso, não esperava a melhor filha que se pode ter
E como é bom. É perfeição. Delícia.
Minha filha. Minha menina. Amor.
Tanto que mal cabe em um só coração.
Tanto, que as vezes dói.
Aperta. Sufoca.
Minha filha, sabe, eu te amo.
E assim, é bom ser.
Te ter.
Um dia você também sentirá por alguém
todo esse amor. 
E eu, vou ficar só de longe.
Sufocando por não conseguir explicar tanto sentimento.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

o que sinto por ela...

"Pra você guardei o amor que nunca soube dar,
o amor que tive e vi sem me deixar,
sentir sem conseguir provar.
Sem entragar e repartir.
Pra você guardei o amor que sempre quis mostrar,
o amor que vive em mimm,
vem visitar, sorrir, vem colorir, solar.
Vem esquentar e permitir.
Quem acolher o que ele tem e traz,
quem entender o que ele diz,
no giz do gesto o jeito pronto do piscar do cílios
que o convite do silêncio exibe em cada olhar.
Guardei sem ter porque, 
nem por razão
ou coisa outra qualquer
além de não saber como fazer pra ter um jeito meu de me mostrar.
Achei vendo em você.
E explicação nenhuma isso requer.
Se o coração bater forte e arder,
no fogo o gelo vai queimar.
Pra você guardei o amor que aprendi vem dos meus pais,
o amor que tive e recebi
e hoje posso dar livre e feliz.
Céu, cheiro e ar.
Na cor que o arco-íris risca ao levitar.
Vou nascer de novo.
Lápis, edifício, tévere, ponte.
Desenhar no seu quadril.
Meu lábios beijam signos feito sinos.
Trilho a infãncia,
teço o berço
do seu lar."

*Pra você guardei o amor, Nando Reis

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

''Vede, os filhos são um dom de Deus:
é uma recompensa o fruto das entranhas.
Tais como as flechas nas mãos do guerreiro,
assim são os filhos gerados na juventude.''
Salmo 126